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| Desenvolvimento em Salgueiro ficou no meio do caminho. Foto: Anderson Esteves |
Com boa posição geográfica e favorecida por encontrar-se na área denominada Encruzilhada do Nordeste, o que a torna praticamente equidistante de quase todas as
capitais da região, o município sofre com a inércia e falta de decisões
políticas acertadas.
*Por George Sampaio
Petrolina cresceu. Serra Talhada
vem crescendo. Salgueiro parou.
É triste e angustiante observar
um município com grande potencial em diversos setores da economia encontrar-se
em situação de total inércia, frente aos seus vizinhos.
Esperava-se que com o anúncio
do reinício das obras da denominada “Rota do Desenvolvimento” que trazia a
ferrovia Transnordestina e a tão esperada transposição do ‘velho Chico’, que
coincidentemente se entrelaçavam dentro deste município de pouco mais de 60
mil habitantes, Salgueiro viesse a se consolidar como a
principal cidade da região do sertão central pernambucano, por deter a nível
regional, um comércio diversificado.
Mas não foi o que aconteceu.
O que se esperava com as
ações acima citadas era que, pela própria vocação logística natural, o município viesse
a se habilitar como um imenso polo distribuidor de mercadorias no centro do
Nordeste, após a construção dos quase dois mil quilômetros de trilhos da
Transnordestina. Segundos estudos técnicos prévios, vinda do Piauí, em
Salgueiro a ferrovia bifurcaria para o porto de Pecém, no Ceará, e para o porto
de Suape, em Pernambuco. Ainda de acordo com estes estudos, o projeto teria
capacidade de distribuir até 30 milhões de toneladas de minérios e grãos por
ano.
No entanto com a paralisação
das obras, hoje a população do município vive à mercê de pequenos empregos no
comércio e dos cargos -indicações- políticos municipais, não tendo perspectivas
a curto/médio prazo de um desenvolvimento mais sustentável.
E um dos motivos principais
desse entrave é exatamente a falta de força política dos atuais mandatários,
que não conseguem estimular investimentos entre os comerciantes locais, não alavancam
novas ideias para favorecer os munícipes
empreendedores, nem tampouco se mobilizam para atrair investimentos externos.
SOLUÇÕES
Para seguir o curso do
desenvolvimento, igual a um rio que não pode parar, é necessário inicialmente reafirmar
e reacender as vocações econômicas de Salgueiro, detectar os gargalos que impeçam
a instalação de tecnologia, preparar nossos jovens para que não abandonem o município, mas tenham oportunidades através de qualificação profissional e principalmente
ter boa visão para detectar e atrair novas possibilidades de investimento no município.
Segundo informações da mídias sociais, Serra Talhada deve receber em breve a implantação de
uma loja que representa uma grande rede do varejo nacional. Possivelmente,
mesmo contrariados, muitos dos nossos jovens recorrerão a se deslocar
àquele município para conseguir uma ocupação.
E por fim, mas não menos
importante, como ‘carro chefe’ deste impulsionamento ao desenvolvimento, carecemos
urgente de representantes municipais que olhem com respeito, carinho e atenção
para o forte sertanejo, quem tenham alinhamento com o Governo Federal, já que o
estado não vem dando mostras deste olhar à Salgueiro.
O que desejamos de fato é o fim das ‘picuinhas políticas’ locais.
E não o fim do nosso município...
*George Sampaio é Mobilizador
Social e representante comercial em Salgueiro. Atualmente, preside o Diretório do PSL - Partido Social Liberal - naquele município além de ter participado ativamente da Campanha Presidencial de Jair Bolsonaro na região sertaneja.

